Juventude Sem Terra debate conjuntura atual e experiências exitosas de auto-organização

Publicado por Thaynara Policarpo
Campina Grande, 20 de novembro de 2017 · Editar

O II Encontro Estadual da Juventude Sem Terra do Estado da Paraíba aconteceu entre os dias 18 e 20 de novembro, promovido pelo Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra – MST e com apoio do Centro de Ação Cultural – CENTRAC, através dos Programas Juventude e Participação Política e Controle Social da Gestão Pública e o projeto “Articulando atores locais para o controle social de políticas públicas de desenvolvimento rural”.

Com o tema “Juventude Sem Terra contra Opressão, Lutamos Por Justiça e Educação”, o evento reuniu cerca de 100 jovens assentados/as e acampados/as de todas as regiões do Estado da Paraíba.  No primeiro dia de evento, houve uma análise da conjuntura atual e os desafios da juventude com a participação dos/as jovens: Alan Kilson do Coletivo de Juventude do MST, Jeane Carla da Comissão Executiva de Jovens do Polo da Borborema e Paulo Romário da Pastoral da Juventude Rural – PJR. As falas sobre as perdas de direitos foram intercaladas por convocatórias para que as juventudes reajam: “Cabe a nós jovens fazermos a mudança, a solução para esse desmando é o povo”, disse a jovem Jeane Carla que foi complementada pela fala de Paulo Romário “só o povo para salvar o povo”, afirmou o jovem.

No segundo momento, aconteceram oficinas sobre o papel da Juventude Sem Terra na Construção da Reforma Agrária Popular e na Produção de Alimentos Saudáveis e ainda houve uma discussão sobre os 100 Anos da Revolução Russa.

Na manhã do dia 19 (Domingo), houve uma discussão sobre Políticas Públicas para Juventude Rural com a socióloga Ana Patrícia Sampaio, assessora técnica do CENTRAC, que fez um resgate do processo de construção da Política Nacional de Juventude, a participação juvenil na construção de políticas públicas para o segmento e o cenário atual de retrocessos nesse âmbito, ressaltando a necessidade das juventudes ocuparem os espaços de decisão. Na sequência, Maxwell Castelo Branco, da Comissão de Educação do MST, apresentou dados preliminares de um diagnóstico da juventude sem terra na Paraíba, que mostra um déficit quanto ao acesso e permanência na escola, com consequente acesso precário ao mercado de trabalho, isolamento tecnológico (pouco aceso à internet e a computadores) e pouco ou nenhuma acesso à cultura e lazer.

Houve uma exposição sobre as políticas públicas do Governo do Estado da Paraíba que podem ser acessadas pelas juventudes, apresentada pela Secretária Executiva de Juventude Esporte e Lazer – SEJEL, Priscila Gomes. Em seguida, foram apresentadas três experiências exitosas desenvolvidas por jovens da Praça Ecológica do Assentamento Chico Mendes, município Riachão do Poço, do Fundo Rotativo Solidário do Polo da Borborema e do Curso de Residência Agrária da Universidade Federal da Paraíba. Na sequência aconteceu um debate e as considerações finais dos/as expositores/as. No período da tarde, houve uma discussão sobre agitação e Propaganda como ferramenta pedagógica para a juventude.

No ultimo dia de evento, se discutiu sobre a organicidade do Coletivo de Juventude do MST no estado, com plenária final e encaminhamentos.