Nos dias 9 e 10 de fevereiro, o Fórum de Lideranças do Agreste (FOLIA) realizou, em Campina Grande (PB), seu Encontro de Avaliação 2025 e Planejamento 2026. O momento foi estratégico para olhar para o chão das comunidades, analisar o contexto político e social e definir, de forma coletiva, os caminhos para o próximo período.
A partir das realidades dos municípios, o grupo avaliou os avanços e desafios de 2025 relacionados à organização comunitária, ao acesso às políticas públicas para a agricultura familiar e à atuação do FOLIA. As reflexões se organizaram em torno dos temas: sementes, criação animal e produção de forragem; água e saneamento; Fundo Rotativo Solidário e comercialização; além de mulheres e juventudes.
Ao final do primeiro dia, o encontro contou com uma análise de conjuntura política nacional e local conduzida por Roberto Jefferson Normando, assessor do Centro Fé e Política da CNBB, coordenador do Fórum Pró Campina e assessor parlamentar. A contribuição possibilitou aprofundar a reflexão sobre o cenário político, os desafios eleitorais e as estratégias de incidência para o fortalecimento da democracia e do acesso aos direitos.
A programação também reservou espaço para a cultura e a celebração, com a apresentação do Teatro de Bonecos Caromila, por meio da peça “A Colheita da Morte”, que provocou o necessário debate sobre os perigos do uso de agrotóxicos na agricultura. O momento cultural foi encerrado com um animado arrasta-pé ao som do forró do Trio Borborema.
No segundo dia, além dos informes e das agendas das organizações e municípios, os grupos avançaram na construção de propostas e ações para 2026, fortalecendo a agroecologia, a organização comunitária e as expressões da economia solidária, como os Bancos Comunitários de Sementes, os Fundos Rotativos Solidários, a Feira Regional da Agroecologia e ainda a participação em conselhos, conferências e comissões municipais, espaços fundamentais para a construção e o fortalecimento das políticas públicas.
Planejar o futuro exige memória, análise crítica e organização coletiva. Seguimos fortalecendo a organização popular, a agroecologia e a luta por direitos no Agreste Paraibano.
