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Um estudo sobre determinantes de gênero no trabalho doméstico, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2023, mostra que no Brasil, as mulheres dedicam pelo menos 11 horas semanais de trabalho domésticos e de cuidados não remunerados a mais do que os homens. Um trabalho que, embora seja essencial para a sustentação e a reprodução da vida, torna-se invisibilizado e desvalorizado, principalmente quando é exercido por mulheres agricultoras, que desenvolvem suas atividades no agroecossistema familiar e nos quintais ao redor de casa, espaços essenciais para a formação da renda, produção da segurança alimentar e reprodução da vida familiar.
Visando mudar essa realidade, o Centro de Ação Cultural CENTRAC está relançando a campanha pela justa divisão do trabalho doméstico no território do Fórum de Lideranças do Agreste (Folia). Com o lema “Direitos são para mulheres e homens, responsabilidades também!”, a iniciativa busca denunciar a sobrecarga de trabalho enfrentada pelas mulheres e reafirmar que o trabalho doméstico e de cuidados é essencial para a sustentabilidade da vida, devendo ser reconhecido e compartilhado de forma justa entre todos os membros da família.
A campanha conta com o apoio da Rede Feminismo e Agroecologia do Nordeste, por meio do Projeto Baraúnas dos Sertões, um espaço de formação para agentes de ATER comprometidos com a agroecologia, o feminismo e o antirracismo. A iniciativa acontece em parceria com DATER/SAF/MDA, UFRPE, Rede ATER NE, Rede Feminismo e Agroecologia do Nordeste, Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o GT Mulheres da ANA.