CENTRAC e UEPB promovem oficina sobre beneficiamento da acerola com agricultoras familiares de Campina Grande

Publicado por Thaynara Policarpo
Campina Grande, 23 de julho de 2026

O Centro de Ação Cultural – CENTRAC, em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Alimentos (NUPEA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), promoveu uma oficina sobre boas práticas de beneficiamento e processamento dos frutos de acerola com agricultoras familiares dos assentamentos José Antônio Eufrouzino e Pequeno Richard. A atividade foi realizada na Unidade Demonstrativa da Associação Bom Jesus, localizada no Assentamento José Antônio Eufrouzino, no distrito de Catolé, zona rural de Campina Grande.

A formação foi ministrada pela professora Pablícia Oliveira Galdino, com o apoio da equipe do projeto de extensão, composta pelo bolsista Lucas Cardoso Vidal de Negreiros e a colaboradora Danielly Barbosa dos Santos.

Durante a oficina, as participantes acompanharam todas as etapas de beneficiamento e processamento dos frutos da acerola, desde a seleção, limpeza, lavagem e sanitização das frutas e dos utensílios, até a extração da polpa integral e a elaboração da geleia.

Além das orientações sobre a elaboração da geleia, a professora apresentou informações nutricionais destacando as propriedades químicas e físico-química da acerola, uma fruta adaptada ao clima do Semiárido e amplamente cultivada nos quintais das famílias agricultoras. Rica em vitamina C, E e A, fibras e compostos bioativos antioxidantes, a acerola contribui para o fortalecimento da imunidade com aumento da absorção de ferro, no funcionamento do intestino, atuando de forma simbiótica entre a vitamina E e A para a proteção das células contra os radicais livres, protegendo a visão e a saúde da pele.

Também foi ressaltado que a fruta pode ser aproveitada integralmente. Além da polpa integral e da geleia, o resíduo do processamento pode ser utilizado na produção de farinha, reduzindo o desperdício e agregando valor a produção.

Na parte prática da oficina, as agricultoras prepararam uma geleia elaborada apenas com polpa integral de acerola, açúcar e limão, fonte de ácido cítrico. “A combinação do açúcar com o ácido cítrico promove a redução da atividade de água da polpa, atuando como conservante natural e dispensando o uso de corantes e aditivos artificiais. O processo também favorece a formação da textura em gel, devido à ação da pectina naturalmente presente na acerola, resultando em uma geleia de coloração vermelho-brilhante, sabor cítrico levemente adocicado e consistência ideal para ser consumida com pães, bolachas e torradas”, explicou a professora Pablícia Oliveira Galdino.

Ao final da atividade, a agricultora Julieyde da Silva resumiu o sentimento do grupo: “Eu amei a oficina. Gosto muito de cozinhar e a geleia é um alimento caro. Agora vou poder fazer a minha própria geleia.”

A oficina fortaleceu a troca de conhecimentos entre a universidade e as comunidades rurais, valorizando o aproveitamento integral dos alimentos, promovendo a segurança alimentar e nutricional/sensorial ampliando as oportunidades de geração de renda para as famílias agricultoras.

A atividade integra as ações desenvolvidas pelo CENTRAC e contou com o apoio da Misereor e do CCFD-Terre Solidaire.